Quinta-feira, Dezembro 22, 2005 (7:06 PM)
Oi você! Depois de mais de um mês, olha eu aqui novamente.
É Natal. Sabe, eu não gosto de músicas de natal exceto Jingle Bell Rock (Bobby Helms)...engraçado é que eu já começo o texto com as coisas que eu não gosto, não sei o porquê disso. (hum)
Um escritor chamado Rubem Alves, no seu livro “O médico” diz que o homem é igual às conchas, que só constroem as perolas quando alguma partícula invade seu ambiente...ou seja, o homem só produz suas melhores perolas com o sofrimento, e eu acredito cegamente nisso. Eis o motivo pelo qual nunca mais escrevi. Ando feliz.
MAS não é por causa disso que não vou reparar as coisas do mundo não é? (eu ouvi algum “ahh nãaaao” aí?)
Em janeiro começa outro Big Brother Brasil e eu me peguei perguntando por que as pessoas têm tamanha curiosidade em observar a vida umas das outras. Olha, hoje teve a confraternização de Natal do escritório, e lá estava eu conversando com uma outra estagiária, constatando que a melhor coisa do mundo é entrar no salão de beleza e observar as madames com suas bolsas de estampa de oncinha (ei, eu acho legal oncinha!) falando da vida dos famosos, dos anônimos, dos ricos, dos pobres, de quem entra no salão e principalmente de quem sai. E é uma euforia danada, um bafafá medonho. E isso não acrescenta NADA na gente, percebeu?
O ser humano é naturalmente egoísta e ganancioso. Por isso que eu não acredito em Socialismo e em Cuba e em Papai Noel.
A gente poderia apenas dar o melhor de si nas coisas que a gente faz e já seria um mundo bem melhor.
O ano novo também está perto, e creio eu que irei passar a data vendo Show da Virada na Globo, porque estou desempolgadíssima e todas as minhas opções são longe demais da civilização. E também porque mon amour foi passar as festas longe longe. (Não foi na França. Se fosse na França eu tinha ido na mala dele, claro).
Ai, eu to escrevendo igual a colunista do caderno “Gente”...quem é do Ceará sabe do que eu to falando.
Antes que piore, feliz natal e ano novo a todos vocês, com muita sinceridade.