Quarta-feira, Setembro 07, 2005 (2:34 PM)

“Tem gente que vê o mundo rosa, outros vêem azul. Tem também uns doidinhos que vêem preto. Mas na verdade o mundo é da cor de todas as massinhas misturadas.”

Bem a calhar essa citação do meu amigo Euclides. Ultimamente tenho observado as cores do mundo e as cores do mundo dos outros, dado o fato que muita gente que tenho encontrado tem hábitos completamente diferentes dos meus.

Eis aqui uma garota sem nenhuma pretensão de escritora, que continua lendo Charles Bukowski mesmo achando que ele é um velho safado bêbado e racista (não exatamente nessa ordem), tomando café quente e, vez por outra, dando uma passadinha aqui pra soprar a poeira do blog, antes que os amiguinhos adquiram rinite alérgica (eu não me perdoaria. Oh.).

As noites têm sido muito boas, e ontem em especial. Revi o Esdras após tempos, a Gêrda também nem se fala. O meu namorado (ah é, agora tenho um) que vejo quase todo dia, mas sempre parece ser um século-sem-fim-amém, como diz a minha mamãe, de tanta saudade que dá.

Estou feliz. Estou ocupada, todos os dias ocupada. Lendo bastante, mais que o costume. Vivendo mais que o de costume também. E o melhor: sem pressa, mas sem preguiça.

Senti que amava essa moça e afaguei este sentimento, que enchia meu ser de alegrias inefáveis. Bastava-me ver de tempos a tempos a minha desconhecida e trocar com ela um olhar, ou beber-lhe de longe nos lábios o sorriso, que era emanação de seu ser. (...) Não há para a fragilidade da mulher maior orgulho e prazer, do que observar a fragilidade do homem.

José de Alencar, A pata da Gazela.