Quinta-feira, Julho 28, 2005 (3:16 AM)

Em tempos de Roberto Jéferson, mensalão, Marcos Valério, dinheiro na cueca e mais milhões de atualidades pra se botar em tela, me pego sendo completamente egocêntrica e pensando em mim, nas minhas coisas, na minha vida. Será que já não era mesmo hora?

Eu sei que é fim de férias, que o país está pegando fogo (não só pela quantidade de escândalos no picadeiro de Brasília, mas pelo calorzão que faz por aqui mesmo), mas eu resolvi mandar todo mundo plantar batatinha (ou a raiz de sua preferência) e pensar só em mim e em tudo que vai me fazer feliz daqui pra frente.

Se todo mundo pensasse um pouco assim e fosse mais caridoso com os outros, a coisa possivelmente iria funcionar melhor.

(...)

As pessoas estão sentindo falta daquela blogueira agressiva e seca, mas não adianta eu chegar aqui, esculhambar o país, meu vizinho de cima que é barulhento, meu cabelo que nunca fica como eu quero, se eu estou POUCO PREOCUPADA com isso tudo.

“É cotoco pro céu”, como diria meu querido amigo R. (saudade dele por sinal).

Eu quero é escutar música ruim, me distrair com as pequenas coisas da vida, gritar com aquela lagartixa GIGANTESCA que apareceu no meu quarto e ficar mal humorada quando meu irmão briga, dizendo que ela não tinha mais de 3cm...

É bom que as pessoas aproveitem essa minha fase, porque Deus sabe quanto tempo vai durar. “Que não seja eterno posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure.” , aquela frase de Vinicius de Moraes que todo pagodeiro já botou no meio de musica.

Não estou mais escrevendo nada com nada...melhor parar por aqui antes do hecatombe nuclear (quê?)

Good bye, and good night (quem falava isso mesmo? Nossa quanta citação).